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Banda Boi Fulmegante: rock com subjetividade e inconformismo social

Diego Fernandes, Jonathan Luiz, Igor Castro e Samuel Cavallieri
Créditos: Cláudia Borges

“A estação do curso natural é mera falta de sentido. O puro desperdício do sensível. Degeneração do próprio organismo. O poder do cinismo constrói o conformismo. E você? O que propõe? O que supõe? E o que espera?”. A letra acima faz parte do repertório da Banda Boi Fulmegante.

O grupo que é formado por Jonathan Luiz (Boi) – vocal e guitarra, Diego Fernandes – baixo, Samuel Cavallieri – guitarra e Igor Castro – bateria, existe há 3 anos e tem por influência as bandas Sonic Youth, Teenage Fanclub, Foo Fighters, Radiohead e Pixies.

Com gênero Noise Rock, a banda possui três álbuns, todos desenvolvidos de forma artesanal. Mas é a partir do segundo álbum que a banda começa a focar verdadeiramente suas músicas em questões sociais. No primeiro, as canções falavam mais de amor.

O vocalista e guitarrista Jonathan Luiz já participava de uma banda anteriormente, mas não curtia o som que era tocado. “Era algo da moda, não fazia meu estilo”, completa ele. Após largar o grupo, passou a compor algumas músicas, dando origem ao projeto Boi Fulmegante.

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Para formar a banda foram reunidos 3 amigos que possuíam o mesmo gosto por música, mas ainda faltava um baterista. Na mesma época uma amiga do vocalista começa a namorar coincidentemente com um baterista e o leva para assistir um ensaio. Igor Castro curte o estilo e resolve ficar na banda.

Após a banda estar completa, o baixista que fazia parte resolve deixar o grupo por motivos pessoais. Assim, o vocalista resolve chamar Diego Fernandes para tocar com eles. Diego já havia participado de um show, tocando junto com Samuel Cavallieri, que gostou do resultado.

A partir da entrada de Igor castro, a banda começa a tocar o cover Rage Against The Machine – Bullet In The Head , carro chefe das apresentações, pois até então a banda só tocava as próprias músicas. O grupo se consolida e passa a fazer apresentações constantemente. Atualmente eles fazem cerca de 3 shows por mês.

Espaço vazio, Estação de controle e Desprazer são algumas das músicas que integram o 3° álbum da banda, que teve o EP lançado no dia 09 de novembro, intitulado como O vácuo da vida e a doença da pós modernidade.

O novo álbum é composto de letras com indagações que faz o ouvinte pensar. “Esperamos que escutem, leiam, gostem, se incomodem e reflitam”, diz uma postagem da banda, se referindo ao novo EP disponibilizado gratuitamente na internet.

Curioso para conhecer mais dessa banda? Só acessar o link e curtir o som… não só curtir, mas pensar nas letras cantadas.

Segue o link: http://www.4shared.com/get/yAR7pd0j/boi_fulmegante_-_o_vcuo_da_vid.html

Capa do 3º álbum
por Diego Fernandes

Nome da banda

O nome da banda foi sugerido por um amigo que aproveitou o apelido do vocalista (boi), herdado do pai. O amigo uniu o apelido junto com as palavras Fulminante + fumegante, sem intenção, pois havia escrito de forma incorreta. Mas por se tratar de um nome curioso, foi aceito pelos integrantes da banda.

Agenda

No próximo dia 24 de novembro a Banda Boi Fulmegante irá se apresentar na segunda edição do evento World Rock. O show terá início às 21h e será no Castelinho Festas, na av. Fluminense – 709, Vila Rosali, São João de Meriti.
Confira um pouco do ensaio da música Desprazer

Banda Canto Cego: rock com poesia

Banda Canto Cego

Magrão, Roberta Dittz, Jorge César e Rodrigo Medeiros   Créditos: Cláudia Borges

“Um canto de refúgios largos, afetos efervescentes, sabores transtornados. Canto sem saber o que se é e onde vai chegar”, essa é a definição sobre uma banda formada por quatro jovens, que tem por objetivo mostrar seu trabalho e ser reconhecido pelo mesmo.

A banda que antes se chamava Veneto entrou em processo de criação e teve o nome transformado para Canto Cego, assim como alguns integrantes que deixaram de fazer parte do grupo. Atualmente a banda é composta por Roberta Dittz – vocal, Jorge César – bateria, Magrão – baixo e Rodrigo Medeiros – guitarra.

Com composições próprias e estilo diferenciado, misturando poesia com rock é que eles conseguem ganhar espaço entre os festivais pelos quais participam. As músicas são compostas em conjunto e duas músicas que não podem faltar num show são: Parque das imagens e Contra canto.

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Dentre tantos festivais, eles venceram o NMB e como prêmio irão gravar nessa sexta-feira (16), no estúdio Toca do Bandido e ainda será uma das duas bandas que abrirá o show dos Detonautas nesta segunda-feira (19), véspera de feriado.

Com referencial no rock brasileiro, que para eles é pouco divulgado e em bandas independentes é que seguem na procura pelo novo. “Procuramos nunca nos fechar para o diferente e sim adaptar as diferenças ao nosso favor”, diz Roberta Dittz, vocalista da banda.

Na lista do grupo de cantores e bandas preferidos estão Ramones, Nirvana, Metálica, System of a down, Medulla, El Efecto, Cícero, Caetano Veloso, Criolo e Lenine. Sendo que nos shows eles optam por cantar as próprias composições, tendo apenas uma música cover por apresentação.

A banda Canto Cego participou também do Webfestvalda, no Circo Voador, e concorrendo com 500 bandas conseguiu ficar entre as 12 finalistas. “Lá houve muita troca de informação, realmente é um festival justo e profissional. Adquirimos muito aprendizado”, relata Magrão, relembrando que a competição era composta por bandas de todos os estados do Brasil e que cada uma levava um pouco de sua cultura para o palco.

Alguns dos integrantes do Canto Cego já haviam participado anteriormente de outras bandas e todos são moradores do Rio de Janeiro.

Ficou curioso para conhecer as composições da banda? É só entrar no blog Canto Cego e fazer download gratuito das músicas que são disponibilizadas.

Segue o link: http://bandacantocego.wordpress.com/composicoes/

Confira abaixo o ensaio da música Parque das Imagens:

Como surgiu o nome Canto Cego?

O nome da banda surgiu após uma conversa, nada programado. Já haviam pensado em Invitro, mas como existia banda com a mesma denominação optaram por Canto Cego, como forma de protesto, relacionando o nome com o canto que não é visto. “É fechar os olhos para ouvir melhor. Muitas pessoas veem a palavra “cego” como algo negativo, mas não é”, pensa Roberta Dittz. O sentido ambíguo é proposital.

Agenda

  • 19/ Novembro – 20h Abertura do Detonautas. Festa de encerramento do Festival Nova Música Brasileira no Imperator
  • 24/ Novembro – 20h Labirinto Poético no Centro Cultural Calouste Gulbekian
  • 1/ Dezembro – 20h Grande final do Festival Intercultural Bar Leviano na Lapa
  • 2/ Dezembro – 20h Araribóia Rock, Teatro popular de Niterói

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Titãs faz show em comemoração aos 30 anos da banda

Imagem: Divulgação

 

Os Titãs voltam ao Rio para continuar as apresentações de comemoração dos seus 30 anos de carreira.  O show do reencontro acontecerá nesta quinta-feira, na Fundição Progresso e contará com a participação dos ex-integrantes Arnaldo Antunes e Charles Gavin.

O último show de comemoração pelas três décadas da banda foi realizado em São Paulo, no Espaço das Américas, no começo do mês de outubro. Estavam presentes quase todos os integrantes e alguns sucessos do álbum “Cabeça de Dinossauro” foram tocados.

Guitarrista da banda desde sua fundação, Tony Bellotto adianta que após as férias de janeiro, a banda se dedicará de corpo e alma ao novo disco.

 

Confira o álbum “Cabeça de Dinossauro” na íntegra

 

Cantor Thalles Roberto interpreta clipe tema do filme “Três histórias, um destino”

O cantor Thalles Roberto foi o escolhido para interpretar a canção Maravilha, tema do filme “Três histórias, um destino”, que será lançado no dia 2 de novembro. O longa contará a história de três personagens e da busca por um rumo diferente em suas vidas.

Thalles foi escolhido por ter uma vivência semelhante ao que será contado na película. A canção foi escrita pelo missionário R. R. Soares e conta com a co-autoria do próprio cantor. O filme é uma adaptação cinematográfica de um livro lançado em 2004.

“O Thalles anda com a agenda muito corrida e, na ocasião, ele ia fazer um show na região e tivemos apenas dez minutos para fazer toda a filmagem”, conta PC Junior ao site Gospel Prime. PC é o diretor da gravação que ocorreu em um hotel, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

Confira abaixo a gravação do clipe com a música Maravilha